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Citizens use YouTube to keep gov’t in check.
“Sous-veillance” will see video sharing sites such as
YouTube used by citizens to shine a spotlight on things such as
deadly hygiene lapses in hospital wards and uncollected rubbish, according
to the European Information Society Group (Eurim). The vision of
the “public monitoring the state” and shaming them into
action using cameraphones is one of several key ways that Eurim says
technology can be used to transform government and empower the public.
Its report says: “New web applications such as YouTube or Patient
Opinion enable people to monitor the state and to be heard. People
can easily post videos of dirty hospital wards, of uncollected rubbish
or of pot holes in the road, to a world-wide audience.(01 de Agosto de
2008 por Gerrit Visser. Fonte: Smart Mobs)
Perseguição. Cibercaçada
descobre criminosos que abusam de crianças usando a internet.Os
crimes contra crianças e adolescentes ganham maior dimensão
na internet: fotos pornográficas de crianças colocadas
em sites, filmagens digitais de abuso de menores, utilização
de salas de bate-papo para encontrar e seduzir meninas e meninos,
estupros e assassinatos depois de encontros virtuais.
A reação vem aos poucos: na Alemanha, a polícia
detona uma rede mundial de pedófilos com ramificações
em 166 países, inclusive o Brasil; nos Estados Unidos, depois
de seis meses de investigações, mil pessoas foram
detidas para investigações; aqui no Brasil, mais de
dez grupos estão sendo processados por casos de pedofilia
via rede.
A internet usada para o crime é a mesma rede que vira ferramenta
de investigação policial. Contra os bandidos virtuais,
surgem a ciberpolícia e as redes de internautas do bem, que
montam sites, blogs e fóruns para denunciar e combater a
exploração de crianças.
Enquanto eles investigam, denunciam, processam e prendem, os principais
portais de provedores e sites especializados oferecem uma internet
dedicada à criançada. Na Europa, por exemplo, há
mais de 13 milhões de jovens internautas. Desse total, 4
milhões têm menos de 12 anos.(São Paulo, quarta-feira,
15 de outubro de 2003 - Folha Informática - F 1 ) - DA REDAÇÃO
Cia. Linhas Aéreas flagra o pesadelo do cotidiano
. "Cada quadro encerra misteriosamente toda uma vida,
uma vida com seus sofrimentos, suas dúvidas, suas horas de
entusiasmo e de luz", anotou o artista plástico russo
Wassily Kandinsky (1866-1944). Ele é o farol de idéias
de "Pequeno Sonho em Vermelho", quinto espetáculo
da cia. Linhas Aéreas, que estréia hoje.
Desde 1998, quando foi criada, a trupe se dedica a investigar as
possibilidades cênicas do circo, do teatro e da dança.
A atriz Ziza Brisola, 29, uma das fundadoras da cia., afirma que
o novo projeto busca inspiração no cotidiano, minúcias
e situações corriqueiras, em contraponto à
peça anterior, "Plano B" (2000), no qual o sonho
e a poesia davam as cartas.
Para injeção de tanta realidade (ou pesadelo), chamou-se
o dramaturgo Fernando Bonassi ("Apocalipse 1,11"), colunista
da Folha. Ele trabalhou ao lado do elenco de sete atores-dançarinos-trapezistas-malabaristas,
além dos diretores Francisco Medeiros e Lucienne Guedes.
( São Paulo, quinta-feira, 16 de outubro de 2003 - Folha
Ilustrada - E4) - DA REPORTAGEM LOCAL
O que o filho perde ao ser mimado pelos pais .
É sempre oportuno falar sobre a proteção que
os pais praticam com os filhos, já que ela tem se mostrado
excessiva e inibitória. Mimo demais sempre é bom,
não é? Claro que é, todos sabem disso. Mesmo
oadulto, às vezes, bem que gostaria de ser mimado , poupado,
ter seus caprichos atendidos. Oproblema se dá quando esse
mimo impede ofilho de aprender a enfrentar a vida e a se esforçar
_e é oque tem acontecido muito. E quem sabe muito bem a esse
respeito _até mais do que gostariam_ são os educadores
escolares.
A mãe de uma garota de 12 anos foi à escola reclamar
do que estavam exigindo de sua filha por lá. É que
a avaliação tinha chegado em casa: orendimento era
considerado inferior, e a menina declarara, tanto para a mãe
como para a escola, que não gostava mesmo de estudar, que
era muito chato ter de ler, resolver problemas e assistir a aulas
todos os dias, que ela não tinha interesse nessas coisas
e que gostava mesmo era de cozinhar e de desenhar.
Oque foi a mãe dizer para a escola? Que os professores bem
que poderiam entender que otalento da filha era outro, que poderiam
avaliar a aluna de acordo com os interesses dela e que não
concordava com a posição da escola. Agora vamos pensar
no que pode significar uma atitude desse tipo, nada incomum hoje.
Em primeiro lugar, significa que os pais subestimam opotencial que
os filhos têm para aprender a perseverar em uma atividade
para dar conta dela e para se dedicarem com afinco quando são
exigidos a encarar um desafio. E isso não é bom para
a criança, que passa a acreditar que a vida gira em torno
dos interesses dela, ou seja, do que gosta e do que não gosta
de fazer. Além disso, a criança fica entregue a seus
próprios caprichos e perde a grande chance de se encontrar
com novas possibilidades de viver, que não considera por
ser seu mundo centrado em si mesma.
Os pais também passam uma outra mensagem para ofilho quando
acolhem seu descontentamento com oestudo: ode que na vida não
vale se esforçar por nada. Que as pessoas terão de
aprender a conviver com ele do jeito que ele é. Há
coisa mais prepotente e individualista do que essa? "Eu sou
assim, você tem de me aceitar como sou" é a expressão
que impossibilita diálogo, mudança, reflexão.
Fora ofato de que é uma luta de poder, não é?
E mais: agindo assim, os pais ensinam também que ,ao se defrontar
com um limite, uma barreira, um obstáculo na vida, omelhor
é recuar, abandonar, mudar de rumo, sem ao menos tentar para
verificar se tal limite não pode ser superado. (São
Paulo, quinta-feira, 5 de junho de 2003 - Folha Caderno EQUILÍBRIO
Página: 5) - ROSELY SAYÃO
A lógica do tubarão. Tudo que é
Natureza é arte que desconheces; / Tudo que é acaso
é direcionamento que não podes ver; / Tudo que é
discordância é harmonia não compreendida.Todas
as vezes em que se fala sobre aincrível capacidade humana
de dominar anatureza _como os elogios de praxe à nossa inventividade
e ao nosso poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade
que se aproxima da petulância_, Benauro Roberto de Oliveira,
um paulista estudioso da história natural e social, conta
e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias
manifestações que cercam apersonalidade de Jacques-Yves
Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos
do século 20.
Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso
temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um
de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos
animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso
eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em
sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse
alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula,
se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão,
se entregássemos alguma isca etc. Acada pergunta, aresposta
de Cousteau era amesma: o bicho atacará de qualquer modo.
Irritado, o jovem bradou: "Mas isso não tem lógica
!" (São Paulo, quinta-feira, 5 de junho de 2003 - Folha
Caderno EQUILÍBRIO Página: 16) - MARIO SERGIO CORTELLA
A dor dos outros. GRAÇAS ao fotojornalismo
e à televisão, para nós, ador dos outros não
é apenas o acidente na esquina ou adoença de um parente.
Contemplamos acada dia o sofrimento humano pelo mundo afora.
Podemos ignorar onde está aSomália e qual é
arazão que acondena à fome, mas as imagens de crianças
somalis, esqueléticas e inchadas, estão em nossa memória.
Esquecemos os detalhes da catástrofe étnica e política
que explodiu aex-Iugoslávia, mas nos lembramos da cor do
sangue nas calçadas de Sarajevo. Não entendemos nada
das facções que, no Congo, massacram milhões,
mas, uma vez por mês, em algum jornal, encontramos o olhar
de uma criança congolesa amputada agolpes de machete.(São
Paulo, quinta-feira, 5 de junho de 2003 - Folha Ilustrada - E12)
- CONTARDO CALLIGARIS
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