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16.08.2008 - 14.09.2008. Exposición Interactivos? México'08. El sábado 16 de agosto a las 19h se inaugura en el Centro Cultural de España en México la exposición Interactivos?'08 - Tecnologías de la Risa, que recoge los 8 prototipos desarrollados de manera colaborativa durante un taller de dos semanas dirigido por Zachary Lieberman, Leslie García y Alejandro Tamayo en el Centro Multimedia – Centro Nacional de las Artes, México D.F.
La risa es un fenómeno psicológico característicamente humano. Asociada con frecuencia a la diversión, el juego y el placer, funciona como una forma de comunicación de estados de ánimo que no siempre son positivos o placenteros. La risa puede ser inteligente o estúpida, liberadora, forzada, nerviosa, contagiosa o siniestra. Lo incongruente y lo inesperado provocan la risa, pero según el contexto también pueden producir terror. La risa es asimismo un fenómeno social que para ser compartido requiere compartir un sustrato cultural común, y por tanto puede tanto reforzar la pertenencia a un grupo como excluir a los “otros”.
¿Cuáles son los mecanismos que conducen a la risa? ¿Cuáles son sus implicaciones sociales y políticas? ¿Qué ocurre si entendemos la risa como una posible forma de comunicación humano-máquina? ¿Pueden las máquinas tener sentido del humor?¿Cómo pueden hacernos reir las máquinas?¿Cuál es el sustrato cultural de una máquina o un programa informático? ¿De qué manera puede una máquina manejar lo inesperado?¿Qué clase de narrativas/máquinas se pueden construir para provocar diferentes sentimientos relacionados con la risa? ( 20 de agosto
de 2008. Fonte: MediaLab Prado)
Interview with Marta de Menezes (trecho). Marta
de Menezes is a Portuguese artist working at the intersection
between art and biology. Last year, Menezes founded Ectopia, an
experimental laboratory and artist residency housed at the Instituto
Gulbenkian de Ciência in Oeiras, Portugal. The program fosters
collaboration and discussion between the Institute's scientists and
participating artists. In this interview, conducted by Rhizome Curatorial
Fellow Luis Silva, Menezes discusses her experience with Ectopia and
her larger body of work. - Ceci Moss
Nature? is probably your best known work. Could you describe it?
...Nature? is a project I did in 1999, that involves the manipulation of
the wing pattern of live tropical butterflies. It is shown as
a greenhouse, where the butterflies are housed, and manipulated.
The installation includes plants, a microscope on a table and a
monitor so that people visiting can see how I perform the manipulations.
People are invited in the greenhouse so that they can fully experience
the butterflies. It is a piece that makes you think about a few
things that I find of extreme importance nowadays. I am manipulating
the butterflies, which may or my not be very disturbing in itself,
but most importantly I'm manipulating them one by one, with a technique
that is at the same time so subtle and so low tech that it throws
the public off balance. It is not genetic manipulation and the
butterfly retains her own natural origin after the manipulation.
The question becomes, is the butterfly natural or not? Even being
manipulated doesn't satisfy me as a reason to call it man made,
or even artificial. So I find myself, and the audience as well,
struggling with the concept of natural, which is exactly the point
I wanted to make.
Probably due to the modification of butterflies' wing patterns,
Nature? has generated a lot of controversy, both from the audience
and from the traditional art world. When I invited you to present at
Upgrade! Lisbon I even received an angry email from someone with
institutional affiliations saying that she was against any kind of genetic manipulation, especially if it had an artistic purpose solely. Care
to comment? Not sure. There are a few things in your question that I would like
to discuss. Nature? has generated a lot of controversy, but usually
because of texts that misunderstood my words or didn't care to fully
consider my proposal. For instance, the butterflies are NOT genetically
manipulated. The other thing I find intriguing (and unfortunately not
that uncommon) is the idea of art in itself being not that important.
I think you know what I mean. I see art as one of the most important
areas of our culture. As such, it does not have a frivolous role as
many people like to believe. Nature? is not decorative art. It does
not exist just to be seen and for viewers to apathetically state
"how interesting." It is to be thought about with a critical
mind, and also to be made available to anybody, ANYBODY (not just art
critics or culturally rich individuals). Its ethical challenges are to
be engaging, and provocative, not passive and dismissive! ...(20 de agosto
de 2008 - Rizhome -
Link:
http://rhizome.org/editorial/18 )
Panorama adota "jeitinho brasileiro".Mostra
no MAM, em sua 28ª edição, utiliza como temática
a mania nacional de contornar situações.Uma foto de
uma grande área de mineração, que na verdade
mede poucos centímetros; uma obra que parece um trabalho
construtivista dos anos 50, mas é um pedaço de uma
boléia de caminhão; o leito de um rio em pleno banheiro
feminino e azulejos com delicados desenhos que são ervas
alucinógenas.
A mania nacional de contornar os limites -o "jeitinho brasileiro"-
aparece como a temática do 28º Panorama da Arte Brasileira
no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), que é
aberto hoje. Os exemplos acima são, na ordem, obras de Vik
Muniz, Marcone Moreira, Fernanda Gomes e Adriana Varejão.
"Aprendi hoje essa expressão que "é dar
um jeitinho". Creio que só existe no Brasil. O Panorama
está cheio de truques, como a participação
de artistas estrangeiros, um artista morto [Leonilson, 1957-93]
e a questão das drogas", diz Gerardo Mosquera, curador
da exposição.(São Paulo, quinta-feira, 16 de
outubro de 2003 - Folha Acontece - E6) - FABIO CYPRIANO
Alquimia do traço. 5ª Bienal Internacional
de Arquitetura e Design tenta encontrar, em mais de 300 projetos,
soluções para os enigmas metropolitanos."A sociedade
está hipnotizada e é preciso abrir os olhos. A arquitetura
é a plataforma ideal para reunir cultura e sociedade",
afirma o arquiteto espanhol Enric Ruiz-Geli, responsável
pelas duas exposições de seu país na 5ª Bienal
Internacional de Arquitetura e Design (BIA), que será aberta
amanhã, no pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera.
Essa visão positiva e politizada é síntese
do manifesto "Cidade Relacional", que Ruiz-Geli apresenta
na BIA para dar ao evento um caráter vanguardista.
Sete teses compõem o manifesto de Ruiz-Geli; todas, de certa
forma, buscam recuperar "o legado utópico e teórico
dos anos 70". Nos dois espaços organizados pelo espanhol
são postos em prática os princípios do manifesto.
Num deles, denominado "Cidade Dez", 48 crianças
trabalham com sete arquitetos espanhóis para projetar uma
cidade possível; no outro, o pavilhão da Espanha -um
dos 11 que compõem as representações nacionais
da mostra-, um imenso iglu inflável, apresenta projetos de
11 arquitetos com "pistas para o futuro otimista".(São
Paulo, sábado, 13 de setembro de 2003 - Folha Ilustrada -
E1) - FABIO CYPRIANO
Um bate-papo de vanguarda. Em 1971, em Nova York,
o artista Hélio Oiticica conversa com o poeta Haroldo de
Campos, morto no último dia 16, sobre cultura brasileira;
a Folha publica trechos do encontro.
A conversa aconteceu em 1971, no hotel Chelsea, em Nova York. Reuniu
o poeta paulista Haroldo de Campos, então com 42 anos de
idade, e o artista plástico carioca Hélio Oiticica,
34. A fita, uma das pelo menos 20 "Héliotapes"
que Oiticica gravava e muitas vezes enviava a amigos no Brasil,
ficou como uma espécie de registro-relâmpago daquela
época e de alguns temas que alimentaram a profícua
amizade mantida por esses dois expoentes da vanguarda cultural brasileira.
HC, morto em 16 de agosto, e HO, em 1980, conheceram-se pouco mais
de uma década antes, quando, no final dos 50, estavam entre
os artistas e poetas do Rio e de São Paulo reunidos em torno
das propostas da arte e da poesia concreta. Posteriormente, o grupo
dividiu-se, numa cisão que acompanhou, na maior parte, a
separação regional: os do Rio tornaram-se "neoconcretos"
e os paulistas continuaram concretos.(São Paulo, domingo,
24 de agosto de 2003 - Folha Ilustrada - E1) - MARCOS AUGUSTO GONÇALVES
OITICICA E CAMPOS EM NOVA YORK "Brasil é automaticamente
underground". O artista e o poeta discutem a característica
antropofágica da cultura brasileira.Hélio
Oiticica - Há uma diferença, pensando nesse negócio
de Godard [cineasta francês] e essas experiências de
Julinho [Bressane] e esse pessoal [do cinema udigrúdi brasileiro].
Godard é como se fosse uma culminância do refinamento
intelectual, no que eu acho que difere muito de coisas do Brasil
em geral, que são coisas mais como se fossem descobertas
pela primeira vez, ao passo que as coisas européias são
culminâncias de processos. O processo é sempre diferente.
Campos - Eu acho muito bom nesse particular uma frase do Décio
[Pignatari] a respeito da poesia do Osvaldo [o poeta Oswald de Andrade],
quando ele diz que ela é uma poesia da posse contra a propriedade.
Uma poesia por contato direto, enquanto a poesia do europeu é
uma poesia por decantamento de toda uma tradição.
(...) Daí a importância do conceito de antropofagia
em termos culturais, porque a antropofagia é uma devoração
cultural, é uma maneira de devorar os outros valores, mas
de uma perspectiva brasileira, modificando as relações,
dando novas ordens nas coisas. Isso é muito importante. Não
é uma transposição, mas é uma renovação
das ligações entre os fatos. Você junta, como
dizia o Osvaldo na tese dele, Sócrates e Tarzan e odaliscas
no Catumbi. São tipos de relação feitas em
um contexto que é totalmente diferente do contexto europeu.(São
Paulo, domingo, 24 de agosto de 2003 - Folha Ilustrada - E3)
Susan Sontag vê a dor. Tendo a guerra como
ponto de partida, autora defende em novo livro que experiência
real não pode ser substituída por imagens de TV.Em
"Ensaios sobre a Fotografia", estudo clássico escrito
no fim dos anos 70, Susan Sontag defendia que a força moral
das fotos de guerra estaria neutralizada pelo excesso de exposição.
Inundados por imagens capazes de causar indignação,
teríamos perdido a capacidade de reagir.
Em seu livro mais recente, "Diante da Dor dos Outros",
a escritora norte-americana revê o argumento e defende que
abstrações como essa são irrelevantes em face
do sofrimento real das vítimas. "Há uma realidade
que existe, apesar das tentativas de enfraquecer sua autoridade",
diz. (São Paulo, domingo, 24 de agosto de 2003 - Folha Ilustrada
- E4) - FLÁVIO MOURA
Festival de Edimburgo aumenta carga erótica de seus
espetáculos. Este é o Festival de Edimburgo
(Escócia) mais sexy da história, feito para chocar.
O evento, que teve início na semana passada, nunca ofereceu
antes uma amostra tão farta de nudez, sexo e pornografia.
Mais de 60 dos espetáculos do Fringe deste ano têm
temas sexuais ou incluem nudez ou erotismo.
Entre as produções mais bizarras que estão
sendo apresentadas, figura ""TalkSexShow", no qual
o veterano Paul Davies, passando-se por guru sexual tântrico,
convida membros da platéia a se juntarem a ele no palco,
nus. O espetáculo, anunciado como ""sessão
de treinamento em fazer amor", inclui uma sequência em
que um homem e uma mulher simulam atos sexuais, vestindo ""roupas
de nu" grudadas ao corpo.
Outro que integra a programação de Edimburgo é
""The Floating Brothel" (O Bordel Flutuante), uma
farsa sobre prostitutas do século 18 enviadas para entreter
os detentos de uma colônia penal na Austrália. A peça
inclui nudez frontal completa e um narrador que fala com a platéia
enquanto se masturba. A peça já foi descrita por seus
promotores como tendo ""mais pênis do que o Puppetry"
-uma referência ao espetáculo de ""origami
genital" ""Puppetry of the Penis", que está
voltando à cidade. (São Paulo, domingo, 10 de agosto
de 2003 - Folha Ilustrada - E6) - JAMES MORRISON
Comer, beber, fazer arte. "Cloaca",
obra do belga Wim Delvoye exposta na França, imita a digestão
e produz excrementos."A máquina fez cocô, papai!",
exclamou a pequena Claire, 4, apontando um excremento ainda fresco,
disposto sobre uma esteira rolante. Um ouvinte desavisado poderia
pensar que a assertiva saíra da infinita imaginação
infantil. Claire fizera, no entanto, uma descrição
sumária e objetiva da obra maior do artista belga Wim Delvoye,
38, exposta atualmente no Museu de Arte Contemporânea de Lyon,
na França.
"Cloaca" é uma complexa máquina que reproduz
o processo digestivo humano. Composta de grandes recipientes de
vidro interligados em sequência, essa aparelhagem de 12 metros
de comprimento, mantida na temperatura média do corpo humano
de 37C e totalmente informatizada, funciona à base de uma
engenhosa química de líquidos biológicos e
catalisadores, suco pancreático sintético, enzimas
de laboratório, ácidos reguladores do nível
de pH e cerca de 400 bactérias de diferentes famílias.
(São Paulo, domingo, 3 de agosto de 2003 - Folha Ilustrada
- E5) - FERNANDO EICHENBERG
Mundo vira vertig em com a potên cia de gestos.
Em passagem pelo Brasil, Ballett Frankfurt mostra o que há
de mais instigante na arte do movimento.TUDO é ordinária
e extraordinariamente humano na geometria de formas perfeitamente
imperfeitas. Dança, cenário, figurino e música:
são coisas novas, aqui; sem paradoxo, são coisas que
se sabe desde sempre, sem saber. E isso é pouco para descrever
a dança de William Forsythe, apresentada pelo Ballett Frankfurt,
no Municipal de São Paulo.
Em "N.N.N.N" (2002), quatro homens se entrelaçam
no silêncio, só quebrado por intervenções
discretas da música de Thom Willems e pelo barulho dos corpos.
Braços, pernas, cabeças e pés decompõem
e recompõem figuras humanas, que vão se tornando figuras
de sentido. A mais insólita das prosas gera narrativas e
mais narrativas, sem trama aparente, sem tema, sem limite, sem fim.
Já "Enemy in the Figure" (de 1989), é um
balé não-narrativo, centrado em "visão,
percepção; forma e caos". Cada componente da
cena ressoa no outro: o biombo ondular, a corda que vibra no chão,
os corpos que reverberam em fluxos polifônicos de alta velocidade,
a luz que se move. Willems cria um espaço acústico
para a dança: antes da cortina subir, soa o guincho eletrônico
da música, que anunciará todas as trocas radicais
de "cenário-luz". (São Paulo, segunda-feira,
9 de junho de 2003 - Folha Ilustrada - E11) - INÊS BOGÉA
Frankfurt Ballet chega ese despede do país.
Não seria exagero dizer que o Frankfurt Ballet , companhia
de dança que se apresenta amanhã esábado no
Teatro Municipal de São Paulo, é uma das mais esperadas
atrações bailarinas do ano. Motivos não faltam.
William Forsythe (1949), diretor ecoreógrafo do grupo, ficou
famoso por revolucionar a movimentação da dança
utilizando elementos clássicos para com eles criar econsagrar
um estilo autêntico econtemporâneo.
Após deixar sua marca na história da dança
eutilizar as propriedades de som, luz eoutros recursos cênicos
como não se vira antes em coreografias, a companhia dirigida
por Forsythe desde 1984 está com seus passos contados. (São
Paulo, quinta-feira, 5 de Junho de 2003 - Folha Ciência -
E6) - KATIA CALSAVARA
Yoko Ono repete performance dos anos 60 para pedir a paz
mundial. A artista plástica Yoko Ono repetiu ontem,
em Paris, a sua performance dos anos 60 "Cut Piece", na
qual ela convidava a platéia a cortar suas roupas com uma
tesoura em nome da paz mundial.
Ono, 70, se sentou no palco do pequeno teatro Ranelagh e pediu que
cada espectador fosse sozinho e em silêncio cortar um pedaço
de sua roupa para "enviá-la a alguém que amasse".
Uma a uma, as 200 pessoas que estavam na platéia subiram
ao palco para tirar retalhos da vestimenta de Ono -uma longa saia
de seda preta com uma blusa de mangas compridas. Entre os participantes,
estava um dos filhos de Ono, Sean Lennon, 27.
Ao fim da performance, que durou uma hora, a artista permaneceu
sentada apenas com suas roupas de baixo até a vinda de um
assistente com um roupão. (São Paulo, terça-feira,
16 de setembro de 2003 - Folha Ilustrada - A12) - DA REDAÇÃO |